Piloto Comentado - Chucky

Escrito por: Ian Medeiros


Se você é um Millennial, deve ter tido experiências com o gênero de terror clássico como Jason, Freddy e com toda certeza com “O Boneco Assassino”, Chucky. Com uma risada macabra e assassinatos com tom de brincadeira, Chucky acaba de ganhar uma série própria no canal Syfy mostrando que o bonequinho realmente não sabe brincar.


Na cena de abertura vemos o protagonista Jake Wheels comprando o boneco numa típica garage sale americana. Na cena seguinte, conhecemos a casa de Jake que nos mostra um pouco da vida desestruturada do garoto, estereótipo comum onde o protagonista tem algum problema mental fácil de nos identificarmos e que amamos assistir. Jake é apresentado como alguém que tem gostos excêntricos, problemas com o pai, dificuldades de relacionamento, o que deixa claro a intenção da série de pavimentar todo um caminho que eventualmente vai explorar o terrorismo mental e físico de cada personagem da série, o que me remete muito a cada introdução da franquia de filmes.


É preciso mencionar que nem os animais da série conseguem se safar do rival natural da Anabelle, já que nem o gato de Jake escapa da morte. Foi nessa parte que eu me revoltei e acionei a Luisa Mell pra fazer o que deve ser feito, pois a série está lotada de gente que realmente merece morrer, diferente do pobre Binxie. 


Nesse episódio vemos Chucky interagindo com os personagens e com a estória de várias formas, o que indica que a série deve seguir sem enrolação. Um exemplo disso é o primeiro ato, no qual vemos Chucky imovel a princípio, mas que com o decorrer do episódio se mostra inquieto e falante. 


Por fim temos um clímax maravilhoso e já com a primeira morte humana, da série. O ADM do quebrandootabu assume a direção do episódio e Chucky acaba com a homofobia em 2021 matando o pai de Jake, que mostra que seu problema com o filho da verdade era um problema com sua sexualidade. Sangue? Ainda não tivemos, mas tivemos a morte sem muita mudança de câmera ou corte.


“Chucky” traz a essência da franquia de filmes não somente no enredo, mas também nas cenas de assassinato. O piloto trouxe uma vibe de que o garoto Jake é um grande candidato a pupilo do boneco assassino.


Nota: 8.0



Chucky



Matheus Henrique - 2021-10-18 16:33:02 ( 141)
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Essa crítica só aumentou, ainda mais, a vontade de assistir :O

2021-10-19 14:39:57Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Piloto Comentado - I Know What You Did Last Summer

Escrito por: Tom Carvalho


I Know What You Did Last Summer antes de se tornar uma série foi um filme do gênero slasher que causou muito buzz em 1997 tendo no elenco (ainda jovens e iniciando suas carreiras) Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr., Ryan Philippe e Sarah Michelle Gellar. Com um novo filme da franquia "Pânico" prestes a estrear, o Prime Video resolveu entrar na onda da nostalgia de horror e lançar uma espécie de remake desse "clássico" das telonas que no Brasil ganhou a mais literal das traduções com o título de “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado”.


Mas eu acredito que aí esteja o primeiro “crime” cometido pelo streaming: o piloto não trouxe nada verdadeiramente diferente ou inovador quando comparamos com o filme da década de 90. São os mesmos jovens envolvidos num caso de assasinato vivendo com uma ameaça iminente de serem atacados por alguém que sabe o que aconteceu no verão anterior.


Não posso negar que eu amei algumas coisas. A protagonista Allison (ou Lennon?) é surpreendida com a mensagem que dá nome à série escrita no espelho numa cena que dita o tom que a série vai abordar durante a temporada. Com certeza foi aquele momento em que quem esperava nostalgia, recebeu. Na minha opinião, a ideia das irmãs gêmeas e de um plot específico sobre o relacionamento que elas têm foi um boa sacada pois influencia o andamento da série e, caso eles queiram surpreender, até mesmo o desfecho.


Após as cenas de mais tensão e mistério, o episódio partiu pros clichês que já conhecemos e amamos. Os amigos das protagonistas numa festa de formatura regada a muito álcool e drogas, os pais de alguns personagens mostrando um certo envolvimento com a trama e os dramas adolescentes que são temas recorrentes de uma gama de séries de TV, sendo elas do gênero teen ou não.


Algumas cenas esbanjam um uso exacerbado de gírias e termos comuns entre adolescentes, o que me incomodou um pouco. Se prepare para dancinhas do Tik Tok e alusões a redes sociais o tempo todo. Ao mesmo tempo, isso mostra o que a produção deve considerar como público “alvo” e o que eles devem adicionar ao plot, considerando que na estória original os segredos circulavam no máximo por meio do telefone e aqui, um story pode incriminar os envolvidos.


A série se leva muito a sério e por conta disso deverá ser um grande sucesso ou uma daquelas séries estilo Netflix, que passam batido. O tempo vai dizer. E a audiência também. Mas acredito que seja um deleite para fãs de séries do gênero, por isso fica aqui minha indicação para quem realmente tem interesse em ver.


O que a série entregou: tensão meio que o tempo todo, altas tretas que devem render e, como já citado, uma grande quantidade de clichês.Tivemos representatividade LGBTQIA+ e de outras raças, o que ajuda a limpar a barra de não só uma, mas de basicamente duas protagonistas brancas.


O que não veio aí: inovação, uma divulgação mais robusta para a série (talvez eles não estejam exatamente na esperança de um hit) e… sangue. Para quem esperava grandes quantidades de efeitos especiais envolvendo horror, vimos poucos nessa estreia.


Nota: 7.5



I Know What You Did Last Summer



Matheus Henrique - 2021-10-17 09:23:03 ( 177)
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Piloto Comentado - Braqueurs: La Série

Escrito por: Pedro Rubens


Com certeza você já assistiu algum filme e pensou que ele seria melhor aproveitado se fosse adaptado como série. Algumas vezes nos deparamos com situações onde as 2h dentro do cinema nos instigam a querer ver mais daquilo, ou até por entender que a narrativa demandava mais tempo para trabalhar todos os elementos.


Braqueurs: La Série, nova aposta francesa da Netflix, decide adaptar o filme Robbers e nos apresenta a história de dois ladrões completamente distintos: Medhi e Liana. Enquanto o primeiro já tem experiência, a segunda precisa encarar o submundo do crime após roubar uma carga de drogas e ter sua namorada raptada.


Mesmo não tendo assistido o filme que gerou a série e também não estando ciente da informação de que a série estava adaptando uma outra obra, de imediato isso fica evidente porque tudo funciona como numa produção cinematográfica. O ritmo de um show televisivo é completamente diferente daquilo que vemos durante o piloto, talvez até pela aparente falta de ritmo que segue até próximo da metade do episódio.


A tentativa de adaptar Braqueurs para a TV pode ter surgido a partir da oportunidade de ter mais tempo em tela para abordar tudo o que se propõe, mas infelizmente se perde sendo uma série prolixa e arrastada. Não é pelo fato de se tratar de uma série de crimes, tráfico, roubo e afins que ela obrigatoriamente precisa ter ação toda hora, mas a falta de ação no episódio de estreia joga um balde de água fria em quem está assistindo.


A perspectiva talvez fosse apresentar o contexto de cada grupo de bandidos e qual seria o estopim que levaria ambos a trabalharem juntos, mas algumas cenas tornam-se desnecessárias, repetitivas e cansativas. Infelizmente o roteiro parece se prender em detalhar demais as coisas e ir avançando lentamente a história.


No decorrer da temporada possivelmente as coisas irão seguir adiante, mas Braqueurs corre um grande risco de terminar a temporada e deixar a sensação de que em 4 episódios tudo seria solucionado. O público talvez ficasse satisfeito e quiçá desejoso por uma possível renovação, um novo roubo e mais da dinâmica do grupo que soa como uma nova espécie de Mercenários e consegue, finalmente, não ter nenhum aspecto que lembra os ladrões mascarados da Espanha.


Por outro lado, tirando os problemas da série, conseguimos ver que a cultura francesa se faz presente a todo momento, seja através das belíssimas paisagens aproveitadas para transacionar entre as cenas, ou até pela diversidade cultural apresentada entre as gangues que se envolvem e contrastam entre si. Além disso, a equipe de produção sabe que tem uma boa história e se aproveita disso, entregando um final de episódio instigante, levando o espectador a apertar o play e ver logo o que acontece em seguida.


Braqueurs: La Série, talvez precisasse de apenas mais alguns minutos nas telonas e assim ninguém levaria a ideia de uma adaptação televisiva adiante. Como série, a produção precisa se desprender de todos os fundamentos de um roteiro cinematográfico, entender que agora seu local é a TV, dentro do maior serviço de streaming da atualidade e esticar cenas com diálogos desnecessários não vai levar a lugar nenhum.


Nota: 7,5



Braqueurs: La Série



eirubinho - 2021-10-14 10:43:02 ( 214)
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Piloto Comentado - Just Beyond

Escrito por: Pedro Rubens


Conhecida por suas animações, séries e filmes de heróis ou até pelas viagens intergalácticas de Star Wars, a Disney tem uma gigantesca gama de fãs que a acompanha aonde for. Mas na medida em que as gerações vão passando, os gostos vão mudando e uma indústria de entretenimento tão potente como a do Mickey Mouse precisa acompanhar essas mudanças.


Eis que surge Just Beyond, uma série antológica que adapta BOOM!, história em quadrinhos criada por R. L. Stine. Cada um dos oito episódios contará uma jornada diferente de autodescoberta, porém, como background, teremos universos paralelos, eventos sobrenaturais e tudo sempre referenciando outros escritos de Stine.


No primeiro episódio conhecemos Veronica, personagem da brilhante Mckenna Grace, uma menina que após levar a sua oitava suspensão é matriculada na Escola da Srta. Genevive Para Meninas Difíceis. A realidade não é tão difícil de entender: todas as meninas passam por uma lavagem cerebral e começam a encarar o mundo de forma perfeita, sendo as boas meninas que os pais tanto queriam.


A forma que Just Beyond encontra de relacionar realidade e ficção não soa extravagante, pelo contrário, dinamiza o episódio dando ainda mais vida. Pelo piloto já dá para perceber que a intenção da série é tratar temas atuais, vividos pelos adolescentes porém com uma pitada certeira de fantasia.


O roteiro da série constantemente faz referências a outras atrações da ficção ou da realidade, como a citação das Bruxas de Salém apresentadas como jovens infratoras. A história citada faz total alusão ao episódio em questão, dado que ali só estavam meninas consideradas como delinquentes, tais quais as de Salém.


Por se tratar de uma adaptação da obra de R. L. Stine, o show traz muitas referências sobre diversos períodos e o espectador percebe que não é uma produção com aspecto da década atual, tem um tom que claramente vem das décadas de 60-90. Isso nem sempre é algo fácil de vender nos dias de hoje, dado que na medida em que o tempo foi passando os gostos vão acompanhando a mudança temporal e buscando novas ideias, sons, ritmos e formatos.


Curiosamente, Just Beyond tem tudo para satisfazer não apenas o público infanto-juvenil, mas também o público adulto. O efeito saudosista e as referências a tantas obras como Goosebumps e Fear Street garantem o entretenimento e a diversão nessa nova empreitada da Disney, podendo inclusive gerar outras tantas temporadas que venham a adaptar diversos outros contos de suspense e terror conhecidos do público.


Nota: 8,0



Just Beyond



eirubinho - 2021-10-13 15:23:03 ( 276)
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Piloto Comentado - Ridley Road

Escrito por: Pedro Rubens


Não sei se você já parou para pesquisar sobre as antigas radionovelas. Se sim, com certeza vai se apaixonar pela forma como as coisas eram produzidas, pelo minucioso cuidado em acrescentar tudo o que fosse necessário para levar o público para aqueles acontecimentos que estariam sendo contados. Admiro demais esse tipo de produção e confesso que gostaria de ter a experiência de acompanhar uma aventura desse tipo nos dias atuais.


Ridley Road, nova minissérie da BBC One, relata os acontecimentos de Londres, na década de 60, quando o fascismo advindos de uma extrema direita vem à tona e tenta sobrepujar a população. Seguindo os passos de Vivien Epstein, vivida por Agnes O’Casey, uma judia que precisa se infiltrar no partido fascista em busca de informações do paradeiro do seu grande amor.


A série segue a seguinte fórmula: a primeira cena já é ambientada no futuro, quando a personagem já está instalada em ambiente hostil e em seguida voltamos no tempo para o período em que a protagonista ainda morava com sua família. Nada de novo, afinal o roteiro do piloto consegue segurar as pontas e não deixar a peteca cair, mas isso se dá por algo muito especial.


Constantemente fica perceptível, quase palpável, o intuito de transformar Ridley Road em uma grandiosa homenagem às radionovelas, dado que aqui temos takes longos, com bastante diálogo e pouca, ou quase nenhuma, trilha sonora ambiente durante essas conversas. O silêncio ambiente, quebrado unicamente pela fala dos personagens ou em raros momentos de ação, quando um objeto ou outro é movimentado, evoca o aspecto rádio novelístico e aquece o coração de quem está assistindo. 


Por mais que em alguns momentos seja cansativo ver diálogo atrás de diálogo, nos momentos em que a trilha musical surge como ponte para intercalar as cenas, conseguimos enxergar de forma cantada o pensamento da protagonista, enquanto ela simplesmente atua. Essa homenagem não soa forçada, muito pelo contrário, funciona brilhantemente bem!


A direção de Ridley Road está muito bem trabalhada, não deixa espaços vazios e extrai o melhor de todos os que estão em cena, principalmente no núcleo feminino apresentando mulheres grandiosas, fortes e irrepreensíveis. Infelizmente as cenas de luta podem aparentar problemas de coreografia, mas talvez até isso tenha sido de forma proposital para soar como algo anárquico, rebelde e desleixado.


Por se tratar de uma produção que se propõe a apresentar uma história baseada em eventos reais, existe toda uma preocupação com a forma que esses eventos serão descritos, e o roteiro demonstra esse trabalho exaustivo, minucioso, para entregar algo que não fuja da realidade mesmo com a adaptação fictícia para a TV.


Ridley Road me surpreendeu positivamente através de um roteiro muito bem planejado e cuidadoso. Mas sobretudo, a maior alegria foi perceber que mesmo em 2021, com tanta tecnologia, CGI e tudo o mais, ainda há espaço para produções que homenageiem e reverenciem outros tipos de mídia que abriram espaço para chegarmos onde estamos hoje, como é o caso das saudosas radionovelas.


Nota: 8,0



Ridley Road



eirubinho - 2021-10-11 11:33:02 ( 331)
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Nossa, parece ser boa, parabens por mais esse texto! Vou colocar na grade.

2021-10-12 12:06:10Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Piloto Comentado - One of Us is Lying

Escrito por: Leonardo Markana


One of Us is Lying nos mostra que nem todo livro merece ser adaptado para o audiovisual. Nem sempre toda adaptação audiovisual irá representar a história de um livro da maneira que ela merecia ser representada ou, às vezes, uma história simplesmente não é boa o suficiente para receber tal oportunidade.


Baseado na obra de Karen M. McManus, a série vai nos apresentar a cinco estudantes que se encontram na detenção, sendo eles Simon, Addy, Cooper, Nate e Bronwyn. Todos eles não poderiam ser mais diferentes entre si. Simon é conhecido por toda escola por ser o criador do blog About That junto com sua amiga Janae, que tem como foco revelar todos os segredos dos estudantes de Bayview High, funcionando como uma Gossip Girl no ensino médio. Aqui a diferença é que todos da escola sabem que ele é o responsável pelas postagens, e assim nenhum segredo fica a salvo das investigações de Simon, incluindo os outros quatro personagens principais.


Estando em detenção, quando Simon toma um copo de água, começa a ter uma reação alérgica e mesmo sendo socorrido, acaba morrendo. Mais tarde, as autoridades acreditam que existe a possibilidade de Simon ter sido assassinado em vez de ter morrido por conta da reação alérgica, fazendo com que Addy, Cooper, Nate e Bronwyn se tornem suspeitos nessa situação, afinal todos foram testemunhas ao presenciar a morte de Simon.


O piloto não se demora em mostrar a morte de Simon e o que ele fazia antes de morrer, permitindo que não sobre tempo para um screen time mais necessário para apresentar melhor seus outros protagonistas, resultando em uma falta de conexão com os mesmos. Pode ser apenas uma impressão minha, mas não deixa de ser a sensação que tive enquanto assistia o episódio.


Não sei dizer se já “passei da fase” de assistir séries do gênero, mas senti que ao ver o piloto me vi com a sensação de estar vendo uma série que faria mais sentido ter existido no começo dos anos 2010, onde séries teens como Pretty Little Liars, que abordavam mistérios sem nexo e assassinatos mirabolantes com adolescentes dentro de um ambiente escolar, tinham mais relevância e impacto do que os dias atuais.


Levando esse fato em conta, a série quer fazer com que o espectador acredite que o blog de Simon era algo “aceitável” naquele ambiente, o que não faz o menor sentido pois em qualquer situação na vida real ele já teria sido expulso da escola há muito tempo. Deixando claro que eu aprecio e muito uma história com mistério e assassinatos, mas ela também precisa apresentar uma base narrativa crível e sólida para que ela possa se desenvolver de maneira adequada, o que infelizmente não visualizei em One of Us is Lying.


Eu gosto e tenho um apreço enorme por séries teens mesmo que elas recebam várias torcidas de nariz do público geral por serem “inferiores”. Infelizmente, no caso de One of Us is Lying, senti que ela perdeu seu timing ao existir em 2021, época que temos uma maior variedade de séries teens que apresentam narrativas mais sólidas e que casam melhor com os tempos atuais, em vez de narrativas de mistérios meio sem lógica e representações com abordagens que aparentam ser rasas.


Nota: 7,5



One of Us Is Lying



eirubinho - 2021-10-11 09:13:10 ( 370)
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Crítica - 2ªT Ted Lasso

Escrito por: Pedro Rubens


Por muito tempo havia dualidade entre comédia e drama. Eram dois gêneros que não se cruzavam, estavam em posições totalmente opostas e funcionavam muito bem de forma isolada. Mas, e quando a comédia se junta com o drama, qual o rumo que os acontecimentos tomarão? Saber adaptar uma narrativa cômica com pitadas dramáticas não é para todos, mas é algo que aqui vemos com maestria.


Ted Lasso, aclamada série da Apple TV e ganhadora de diversos prêmios, incluindo o Emmy de melhor série de comédia, começou seu segundo ano continuando as aventuras de um técnico de futebol que mal entende as regras do esporte mas que, com muito carisma e paixão pelas pessoas e pela vida, consegue transformar beneficamente o espaço onde está e as pessoas ao seu redor.


Se na primeira temporada temos apenas vislumbres de drama, pelo conturbado enredo do protagonista, que encarava um divórcio enquanto precisava ir para o outro lado do mundo e ficar longe do filho; agora mergulhamos profundamente em temáticas como ansiedade, depressão, amizade, paixão, racismo e propósito de vida. A mescla entre comédia e drama funciona como duas engrenagens que se complementam de forma perfeita, sem nenhuma ranhura a mais ou a menos, fazendo a série girar e avançar grandiosamente.


Com mais episódios que no primeiro ano, Ted Lasso tinha um arco proposto para essa segunda temporada e o conclui com maestria. Se o último filme de Thomas Vinterberg, Druk, nos mostra as consequências do alcoolismo sob a ótica de 4 amigos, Ted Lasso faz uma leitura psicológica na perspectiva dos 4 técnicos do AFC Richmond, bem como dos jogadores do time.


A linguagem psicoemocional está presente a todo momento, seja através do fatídico acontecimento envolvendo Dani Rojas já no primeiro episódio, ou os problemas conjugais enfrentados por Roy e Keeley, assim como o contexto familiar da Rebecca e as inúmeras camadas que são adicionadas a este personagem, com um trabalho muito mais do que impecável da grandiosa Hannah Waddingham.


As atuações permanecem incríveis, como é o caso do ator Jason Sudeikis, que encarna um personagem machucado e com feridas do passado. Ou pelo Nate, personagem amado na primeira temporada mas que, por não buscar ajuda, acha que por si só poderia conseguir superar as dificuldades, indo de uma vez por todas para o fundo do poço, ainda que acredite estar finalmente na sua melhor versão.


Mas preciso destacar o brilhante episódio, considerado por muitos como filler, em que entramos na cabeça do técnico Beard e percebemos as rachaduras que compõem aquele cara sério e introspectivo. Este episódio, além de agregar na narrativa do personagem, é uma aula de semiótica e de como metaforizar situações, vide o caso do personagem perdendo constantemente a chave do lugar que é sua zona de conforto.


Por outro lado, temos Roy que não apenas reconheceu que precisava de ajuda, mas buscou e encontrou o que precisava, tornando-se assim um dos melhores enredos dessa temporada. Isso se dá pelo roteiro afiadíssimo e muito bem preparado, que mantém o clima amigável, amável e carismático da primeira temporada, mas que ao inserir doses de drama, consegue sustentar o show enquanto abraça o público com uma história palpável.


No final das contas, a série funciona como uma montanha russa, variando entre uma cena de comédia onde você solta uma gargalhada e na próxima se emociona com algum personagem. Essa quebra de expectativa não prejudica, em momento algum, o desenrolar da temporada, mas exerce o papel de encarnar e outorgar tudo o que a série já vem falando: a montanha russa de sentimentos vivida por alguém que passa por problemas como ansiedade e depressão.


Ted Lasso encerra sua segunda temporada avançando bem a história e já caminhando para o final, dando dicas do que pode suceder no seu último ano, mas deixando aquela sensação de saudade que sentimos quando um grande amigo vai embora e precisamos encarar a dor de não ter mais sua companhia. Mas uma coisa é certa: Ted Lasso sempre irá nos inspirar a acreditar, seja em nós mesmos ou no próximo.


Nota: 9,13



Ted Lasso



eirubinho - 2021-10-10 09:53:02 ( 401)
Comentarios (3)
E o menino Rubinho continua fazendo tudo < 3

2021-10-11 20:38:49Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Belo texto! Fez jus à temporada MARAVILHOSA que foi essa 2a de Ted Lasso.

2021-10-10 14:13:57Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Maravilhosa! (A série e a crítica)
Ted Lasso me encantou! É possível chorar enquanto a gente ri. O drama e a comédia estão perfeitamente dosados os personagens muito bem construídos.

2021-10-10 11:13:53Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Piloto Comentado - Acapulco

Escrito por: Tom Carvalho


No meio de uma uma atual enxurrada de novos títulos do Apple TV+, “Acapulco” estreia como uma forma de suprir a necessidade de comédias após o final de temporada do sucesso “Ted Lasso”. E baseado no episódio piloto, posso dizer que podemos ter mais sextas-feiras cheias de diversão e emoção.


Há alguns meses o serviço de streaming anunciou a produção como bilíngue, com cenas tanto em inglês quanto espanhol e é o que vemos logo de cara. Há um equilíbrio bem sensível entre cenas em inglês e das que necessitam ser feitas no idioma nativo das personagens.


Na série, conhecemos Máximo, um adolescente que vive com sua mãe e irmã numa vizinhança humilde do México no início dos anos 80. Memo, seu melhor amigo, também se torna presente na maior parte das cenas. Ambos têm o sonho de uma vida melhor e para isso buscam uma vaga de trabalho no luxuoso resort Las Colinas. Lá eles percebem que as coisas não são tão simples como parecem e especialmente Máximo, que vê em seu trabalho uma forma de ganhar experiências não só profissionais, mas de vida.


O bom humor e o nostálgico clima dos anos 80 estão sempre presente de alguma forma na ambientação, então se prepare para uma viagem no tempo. Viagem essa, que se expande aos dias atuais que é quando a estória nos é contada pelo próprio Máximo. Do futuro, já como um empresário bem sucedido, o protagonista compartilha suas experiências do passado com o seu sobrinho, o que gera boas piadas baseadas nas diferenças entre as gerações.


Com relação ao elenco, eu acredito que a maioria foi de acertos. Enrique Arrizon, que interpreta Máximo, foi um grande destaque pra mim. Ele realmente “vestiu a camisa” e por meio de seu talento nos entregou carisma e credibilidade. Mais um ator mexicano que ganha destaque em producōes americanas.


O que a série entrega: cenas bem engraçadas, nostalgia e um visual autêntico dos anos 80, diversidade e leveza, que é algo que todos precisamos considerando a loucura em que vivemos atualmente.


O que não veio aí: a princípio a parte "dramática" parece um pouco clichê mas espero que desenvolvam mais e lidem melhor com o assunto. Nada que tire o brilho desse lançamento que vale a pena ver.


Nota: 9,0



Acapulco



eirubinho - 2021-10-09 19:53:02 ( 385)
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Piloto Comentado - Asesino Del Olvido

Escrito por: Pedro Rubens


Talvez por muito tempo, e ainda hoje continue da mesma maneira, as maiores audiências estão no eixo EUA - Inglaterra. Não é novidade para ninguém que a fórmula criada por essas potências funcionam, e tão bem que caíram no gosto do público de tal forma que qualquer coisa que ultrapasse aquele molde, ou que tente produzir algo diferente, de imediato receberá uma enxurrada de críticas negativas ou será esquecido facilmente.


Asesino Del Olvido, nova série Max Original, conta a história de Pascual Leon, personagem de Damián Alcázar, que após receber o diagnóstico de Alzheimer decide investir numa vida de vingança. Por outro lado, conhecemos Jimena Guerra, vivida por Paulina Gaitán, uma detetive que misteriosa e indiretamente vê-se envolvida com o primeiro assassinato de um caso que ela própria precisará trabalhar.


Confesso que não sou o maior espectador de obras mexicanas, mas pelas poucas que vi e até por co-produções, fica evidente que há um modelo padrão naquilo que eles produzem. Em Asesino Del Olvido isso fica evidenciado a todo momento: episódio piloto tranquilo, com bastante diálogo, apresentação de personagens, atuação e direção muito bem entrelaçadas, muita música regional e cores vibrantes.


De todas as características, talvez a mais evidente e importante seja a perspectiva que a série tem sobre seu próprio país. Aqui, não existe nenhum estereótipo americano do que seria o México, pelo contrário, não existe nenhuma paleta de cores opaca, com tons pastéis, sem vida e cor. Existe exuberância, força e vitalidade!


O roteiro trabalha de forma sucinta cada detalhe, seja ao apresentar Pascual dando seus primeiros indícios do Alzheimer (diga-se de passagem que a atuação de Damián está impecável) ou através dos dilemas vivido por uma detetive, que precisa encarar as piadas machistas no seu próprio ambiente de trabalho ou em programas de TV - a atuação de Paulina mostra a força e todo o potencial da personagem, mas ao mesmo tempo consegue demonstrar seus medos e inseguranças.


Infelizmente o piloto tem alguns furos que possivelmente serão destrinchados no decorrer da temporada, como o passado do Pascual, qual sua ligação com a investigadora Jimena e como, repentinamente, conseguiu orquestrar o plano de vingança. Jogar essas informações para o público já no primeiro episódio de forma consolidada e levar o público a acreditar nisso talvez seja o ponto negativo até aqui, dado que não houve nenhuma fundamentação apresentada até o momento.


Asesino Del Olvido tem tudo para ser uma das grandes surpresas dessa nova temporada de lançamentos, trabalhando múltiplos temas e fazendo isso com muita sabedoria, através de personagens carismáticos e amáveis, direção certeira e apresentando um país da melhor forma possível: pelas lentes de um mexicano apaixonado por tudo o que seu local de origem tem para oferecer.


Nota: 8,0



Asesino Del Olvido



eirubinho - 2021-10-07 15:53:02 ( 460)
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Eu também não sou muito chegado em séries mexicanas. Quem sabe esta seja a primeira que eu realmente vou gostar? Ótimo texto, Pedro.

2021-10-08 12:54:56Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Obrigado Leo! Pelo episódio piloto, aparentemente, a série é mt boa!

2021-10-09 19:08:20Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Piloto Comentado - La Venganza de las Juanas

Escrito por: Marina Assis


Em ‘La Venganza de las Juanas’, conhecemos cinco Juanas que estão ligadas por um sinal de nascença, tal qual sua versão original chamada ‘Las Juanas’, novela colombiana que foi ao ar em 1997. Juntas, elas decidem desvendar o mistério do próprio nascimento e encontrar o homem que enganou suas mães.


A primeira cena é justamente a do trailer, com o personagem Simón Marroquín dizendo que “você precisa esconder seus segredos”. Após as personagens principais serem apresentadas, fica um pouco mais claro qual é o papel de Marroquín na trama, e isso não gera surpresa nenhuma.


Se por um lado o elemento da surpresa não deu vontade de continuar vendo, por outro, as cinco Juanas geram interesse em conhecer mais de suas histórias por suas performances carismáticas. No final do episódio, as cinco finalmente se conhecem graças a uma situação um tanto inusitada e, se o espectador tiver o mesmo gosto que o meu, provavelmente irá conferir o próximo episódio para saber o que aconteceu — mas sem compromisso de assistir a temporada completa.


A personagem que eu mais gostei e que tem potencial dentro da trama é Juana Manuela, mais conhecida como Manny, por ser dentre as cinco protagonistas a de personalidade mais forte — e isso não é uma crítica. Manny é uma mulher forte, que não leva desaforo para casa e defende quem gosta e, ao mesmo tempo, mostra uma vulnerabilidade emocional que só iremos descobrir a fundo nos próximos episódios, mas que deixa um espaço para complexidade, se bem trabalhado.


Não espere inicialmente uma série com dramas familiares fortes, pois isso não foi mostrado até aqui. A impressão que o episódio piloto deixa é a de que será mais uma série novelesca Netflix, e isso não é necessariamente uma coisa ruim. Afinal, tem gente que ama uma boa novela, não é?


Nota: 8.0



La Venganza de las Juanas



Matheus Henrique - 2021-10-07 09:43:05 ( 459)
Comentarios (3)
Baseada em uma novela, mas não atraiu tanto quanto a novela em si.

2021-10-19 09:04:46Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Série baseada em novela será que é uma boa? Vou dar uma conferida. Muito boa a review.

2021-10-08 12:57:42Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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Tem cara de naba mesmo. Mas daquelas que a gente não consegue largar hahahaha. Me convenceu a ver

2021-10-07 11:39:37Denunciar spoilerDenunciar Abuso*
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