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Quem se dispõe a uma missão desse tipo, sabe de todos os riscos e de como as probabilidades de morte são altas, mas ainda é um tanto chocante a capacidade que os demais têm de descartar quem pode tomar algumas horas de seu oxigênio mesmo que não se vislumbre uma escapatória no final, pra ninguém. Horas de vida se tornam mais preciosas que todo um código de coletivismo que romantizamos, sem grandes dramas, sem aparentemente nenhum trauma.
Apesar de tudo isso, de todos os sacrifícios que a missão significa, a esperança é traduzida no reaparecimento do astronauta soviético (o homem imediatamente encara, em uma ironia provocativa, a realidade da derrota de tudo que deu significado ao seu pioneirismo: “quem é o presidente dos EUA?”), no encontro (obviamente nada aleatório) de uma nova bateria, no sistema que se reinicia e garante a todos mais tempo de vida...
Afora isso, esse episódio lembra muito Star Trek e The X-files no sentido de atiçar as perguntas sobre o que existe fora da Terra e de como alguns de nossos semelhantes são colocados no caminho do entendimento, além do que nossa imaginação pode supor, além do que séculos de uma ciência antropocêntrica ensinou a aceitar como resposta definitiva... muito curiosa pelos próximos episódios.
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