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É, pra quem reclamava que Evangelion não era Pacific Rim, parabéns... O momento de vocês chegou. Antes de começar, queria dizer que gosto muito dessa ideia de ciclo. Dessa forma, finalmente os personagens têm a oportunidade de usar o que aprenderam antes e fazer com que os vínculos entre eles consolidem a força interior de cada um para poder continuar vivendo. Mas sinceramente, como é possível vender essa ideia com um desenvolvimento horrível desses?! A Asuka teve menos de uma hora de tela e recebeu uma "redenção" totalmente superficial que não convenceu em nada... Pra um filme que quer mostrar um PROGRESSO de caracterização dos personagens (que já conhecemos e sabemos quão instáveis psicologicamente todos são), eu acho que a produção poderia ter gastado menos tempo com explosões, CGI e fanservice, né?! A primeira metade foi literalmente só isso e a segunda não passou de um acúmulo enorme de informações mal estruturadas que não tiveram espaço de se resolverem na duração que sobrou. A Mari (a piloto nova) apareceu no início, sumiu quase que o filme inteiro, e o que a gente sabe sobre ela até agora? Nada. Não dá pra simplesmente jogar personagens novos no meio da trama e fazer com que a gente se importe com eles, porque isso é totalmente inverossímil. A intenção de NGE sempre foi fazer com que a gente se identificasse com os personagens e com as motivações deles. Também não entendo a intenção de fazer o filme anterior 90% fiel à série de TV para chegar no atual e realocar drasticamente a ambientação com um número gigantesco de mudanças (afinal das contas, por que essas mudanças vieram a acontecer só agora?). Mas o maior erro de todos foi destruir a natureza complexa de NGE até que ela se tornasse algo puramente comercial e conquistasse uma nova fanbase que tem preguiça de pensar. Quem quiser ver isso aqui esperando sair com a mesma camada de questionamentos que EVA se tornou famoso por levantar, melhor deixar essa ideia pra lá (e reassistir The End of Evangelion outra vez).
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